19/06/2017

Oferta do curso para 2° semestre de 2017

O Centro de Extensão da Faculdade de Letras da UFMG ofertará o Curso de Língua e Cultura Árabe no 2° semestre de 2017 nos seguintes horários:

Estão previstas duas turmas:

Curso de Língua e Cultura Árabe: Básico Inicial, 1o Estágio (Turma 1)
21 de agosto a 20 de novembro de 2017
2as e 4as, de 11:30 às 13:10
Carga horária: 52 hrs/aula 
Custo: R$ 342,00 à vista ou 2 parcelas de R$ 205,20 (Matrícula até dia 30/07)
           R$ 360,00 à vista ou 2 parcelas de R$ 216,00 (Matrícula até dia 20/08)
Local das aulas:   Faculdade de Letras da UFMG, Av. Reitor Mendes Pimentel, 375, Bairro Pampulha, Belo Horizonte, MG
Período de matrícula: 01 de junho a 20 de agosto de 2017
Link para matrícula: Fundep
Mais informações: Cenex (on-line)


Curso de Língua e Cultura Árabe: Básico Inicial, 1o Estágio (Turma 2)
21 de agosto a 20 de novembro de 2017
3as e 5as, de 11:30 às 13:10
Carga horária: 52 hrs/aula 
Custo: R$ 342,00 à vista ou 2 parcelas de R$ 205,20 (Matrícula até dia 30/07)
           R$ 360,00 à vista ou 2 parcelas de R$ 216,00 (Matrícula até dia 20/08)
Local das aulas:   Faculdade de Letras da UFMG, Av. Reitor Mendes Pimentel, 375, Bairro Pampulha, Belo Horizonte, MG
Período de matrícula: 01 de junho a 20 de agosto de 2017
Link para matrícula: Fundep
Mais informações: Cenex (on-line)

Além disso, haverá também o seguinte curso:
 
Curso de Caligrafia Árabe (Turma 1)
26 de agosto a 09 de dezembro de 2017
Sábados, de 8:30 às 12:00
Carga horária: 52 hrs/aula 
Custo: R$ 324,00 à vista ou 2 parcelas de R$ 194,40 (Matrícula até dia 30/06)
           R$ 342,00 à vista ou 2 parcelas de R$ 205,20 (Matrícula até dia 30/07)
           R$ 360,00 à vista ou 2 parcelas de R$ 216,00 (Matrícula até dia 20/08)
Local das aulas:   Faculdade de Letras da UFMG, Av. Reitor Mendes Pimentel, 375, Bairro Pampulha, Belo Horizonte, MG
Período de matrícula: 01 de junho a 20 de agosto de 2017
Link para matrícula: Fundep

Mais informações: Cenex (on-line)
Informações complementares
Boletim Informativo do Cenex: 2o semestre de 2017
Serão oferecidas duas bolsas integrais de estudo para cada turma: os critérios para concessão estão publicados no site do Informativo de Cenex
As turmas terão o número de vagas máximo de 22 alunos.
Serão abertas as turmas que tiverem número mínimo de 14 alunos matriculados.

05/06/2016

Oferta do curso para 2° semestre de 2016

O Centro de Extensão da Faculdade de Letras da UFMG ofertará o Curso de Língua e Cultura Árabe no 2° semestre de 2016 nos seguintes horários:

Estão previstas duas turmas:

Curso de Língua e Cultura Árabe: Básico Inicial, 1o Estágio (Turma 2)
22 de agosto a 05 dezembro de 2016
2as e 4as, de 19:30 às 21:10
Carga horária: 52 hrs/aula 
Custo: R$ 300,00 à vista ou 2 parcelas de R$ 180,00  
Local das aulas:  Centro Islâmico de Minas Gerais, R.  João Camilo de Oliveira Tôrres, 20 - Bairro Mangabeiras, Belo Horizonte, MG
Período de matrícula: 05 de julho a 12 de agosto de 2016
Link para matrícula: Fundep
Mais informações: Cenex (on-line)

Curso de Língua e Cultura Árabe: Básico Inicial, 2o Estágio (Turma 2)
23 de agosto a 24 novembro de 2016 
3as e 5as, de 19:30 às 21:10
Carga horária: 52 hrs/aula 
Custo: R$ 300,00 à vista ou 2 parcelas de R$ 180,00  
Local das aulas:  Centro Islâmico de Minas Gerais, R.  João Camilo de Oliveira Tôrres, 20 - Bairro Mangabeiras, Belo Horizonte, MG
Período de matrícula: 20 de julho a 12 de agosto de 2016
Link para matrícula: Fundep
Mais informações: Cenex (on-line)

Informações complementares
Boletim Informativo do Cenex: 2o semestre de 2016
Serão oferecidas duas bolsas integrais de estudo para cada turma: os critérios para concessão estão publicados no site do Informativo de Cenex
As turmas terão o número de vagas máximo de 22 alunos.
Serão abertas as turmas que tiverem número mínimo de 14 alunos matriculados.

[Atualizado em 28.07.2016]

11/05/2016

O papel da língua árabe na expansão do Islamismo

O Curso de Língua e Cultura Árabe

do Centro de Extensão da Faculdade de Letras da UFMG

convida:

Palestra

O Papel da Língua Árabe na Expansão do Islamismo

Prof. Dr. Mamadou Diallo

Coordenador do Núcleo de Estudos Árabes
Universidade Federal da Integração Latino-Americana
(UNILA)

Data: 18 de maio de 2016 (quarta-feira)

Horário: 11:30 às 13:10

Local: Auditório 1007 - Faculdade de Letras da UFMG

Haverá emissão de certificado

23/03/2016

Onde está Meca em BH?

By Transite on dez 16, 2015 in Dossiê: Credos,

Uma garota muçulmana que encontra Meca e espaço para sua religião na capital mineira.

Imane El Khal é uma belo-horizontina de 17 anos. “Significa fé”, ela diz sobre o nome. Seus pais, marroquinos, chegaram à cidade cerca de 21 anos atrás. A garota é filha de Mokhtar, que se formou em teologia na Arábia Saudita e atualmente é sheik da única mesquita de Minas Gerais. É lá também que Imane reside com o pai, a mãe Nadjia e os irmãos mais velhos Assmaa e Ossama.


A poucos metros da Praça do Papa, na Rua João Camilo de Oliveira Torres, número 20, bairro Mangabeiras, a mesquita recebe adeptos e visitantes às sextas-feiras – dia considerado sagrado na religião islâmica.      

A poucos metros da Praça do Papa, na Rua João Camilo de Oliveira Torres, número 20, bairro Mangabeiras, a mesquita recebe adeptos e visitantes às sextas-feiras – dia considerado sagrado na religião islâmica.      

Apesar de ter crescido em uma família muçulmana, Imane se converteu ao Islamismo aos 14 anos. “Foi quando eu comecei a fazer as orações certinho”. Por certinho ela quer dizer: cinco vezes ao dia e sempre direcionada à Meca, onde está a Caaba. “É como se a gente estivesse literalmente em frente a Deus.” 

A oração é um pilar fundamental do Islamismo. “É a coisa mais importante na nossa fé”, ela constata. As cinco orações são distribuídas ao longo do dia. A primeira é feita antes do nascer do sol. A seguinte, mais ou menos ao meio-dia. Outra, no meio da tarde. A quarta é realizada depois do pôr do sol. E a última, à noite.          

“A gente tem que fazer as orações nos horários, tem que ter essa disciplina. Quem trabalha o dia inteiro tem que pedir para o chefe para ter cinco minutinhos para orar.” Mas, ainda segundo Imane, quem não conseguir cumprir esse cronograma pode, excepcionalmente, juntar duas orações e fazê-las o quanto antes.        

Quando estava na escola, Imane não tinha problemas com horários. Acordava no fim da madrugada e rezava antes de sair de casa. As aulas ocorriam no período da manhã, então a oração de meio-dia poderia ser feita quando voltasse da escola.

À época, Imane não tinha o hijab, vestuário usado por mulheres muçulmanas, como parte de sua vida cotidiana. Mas não por falta de tentativa. Ela chegou a usar o véu no primeiro dia de aula do primeiro ano do Ensino Médio, quando ouviu um colega de sala gritar-lhe: “Terrorista!”. O episódio fez com que a garota desistisse de usar o hijab até se formar, o que aconteceu no final do ano passado.


Para Imane, o hijab virou rotina desde o primeiro dia de janeiro de 2015, agora sem receio do estranhamento alheio.           

Para a jovem muçulmana, o hijab virou rotina desde o primeiro dia de janeiro de 2015, agora sem receio do estranhamento alheio.

Neste ano, Imane concluiu um curso pré-vestibular pela internet e prestou o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O resultado da prova sai em janeiro, e ela espera conseguir uma vaga em Arquitetura na UFMG. Além disso, sua mãe, Nadjia, dará aulas de árabe na universidade.        

Em todas as orações, o fiel deve recitar o primeiro capítulo do Alcorão, cantado em árabe, e outro trecho do livro de sua preferência:         

https://soundcloud.com/evistaransite/imane-recita-primeiro-capitulo-do-alcorao

A jovem muçulmana aprendeu o árabe com os pais. É uma forma que eles encontraram de manter os filhos em contato com sua cultura. Dentro de casa o “se Deus quiser” se transforma em “InshAllah”. “Graças Deus” dá lugar a “Alhamdulilah” e quando alguém vê algo bonito diz “Masha’Allah”.       

A língua não é a única variante da cultura árabe que tem lugar na casa da família El Khal. A mãe prepara pratos como o conhecido cuscuz e a maqluba, basicamente “um risoto que pode levar batata, berinjela e outros legumes”, Imane explica.          

Para os ouvidos, Imane reserva também um gosto particular por artistas muçulmanos. Ela conta que nasheeds é o nome dado às “músicas islâmicas com boas morais”. No tempo livre, o pop do inglês Harris J e do libanês Maher Zain se reveza com o hip hop de Deen Squad, dupla canadense famosa por fazer releituras de grandes sucessos acrescentando à letra referências islâmicas.  

Na espera pelo resultado do vestibular, Imane gosta de sair para comer e conversar com amigas. “Se tenho um compromisso e não tem onde fazer a oração, eu vou num provador de alguma loja e pergunto para as vendedoras se eu posso fazer uma oração rapidinho”, ela explica. Imane também carrega consigo um tapetinho, já que a oração requer uma superfície limpa. 

Mas além da preocupação com local e horários, Imane, assim como todos os muçulmanos, deve orar seguindo a qibla, a direção de Meca. Para se orientar, Imane costuma utilizar um aplicativo de celular, que não só indica a direção correta como também notifica os usuários com lembretes nos horários das orações.         

O pai de Imane seguiu a filha e se rendeu às facilidades dos smartphones. No entanto, alguns meios de orientação mais tradicionais ainda são preferidos. A mãe da garota, por exemplo, prefere a bússola. Há ainda quem utilize o sol como referencial. Os métodos variam, mas o objetivo é um: determinar a qibla em qualquer lugar do mundo.